sábado, 28 de julho de 2012

Que presente te dar

Ah poeta, quisera te fazer um agrado
um verso talvez, que bobo e rimado.
Mas eu não sou como tu poeta...
na arte das palavras ainda sou aprendiz.
 
Ah poeta, quisera receber um agrado
sim, um verso, ainda que bobo e rimado.
Mas não sou tua musa poeta...
o amor dos teus versos não é pra petiz.
 
Ah poeta, quisera tanto um verso
Mas não sou sua musa poeta...
e tua inspiração não vem de moça infeliz.
 
Ah poeta, quisera que soubesse desse meu anseio
Já que faz tanto tempo que eu te leio
Quisera que realizasse esse meu último desejo.

Um comentário:

Marcos Lima disse...

Muitos acham que, por causa dos tempos atuais, o soneto estaria mais do que morto. Eu gosto de sonetos. Gosto da forma se a escolha é minha. Se eu me "algemo" ao soneto por vontade própria, quem me prende? Ninguém. O soneto passa a ser uma escolha como qualquer outro poema. E sonetos bem escritos como este são essenciais. Parabéns!