sábado, 22 de agosto de 2009

Colher estrelas

Às 7:11 PM de uma dia turvo e frio, deitada numa cama que não era a minha fiquei a observar o céu azul marinho de início de noite que se fazia do lado de fora. As estrelas pareciam brilhar mais do que o normal para um dia como aquele, fadigada pela correria do dia me deixei ali com a cortina branca rendada a se levantar e bater com o vento frio e cortante que vinha do lado de fora. Derrepente, senti uma vontade quase infantil de colher estrelas e guardá-las numa caixinha, para que fossem minhas,para que brilhassem só para mim sempre que eu assim desejasse... mas não era possível. Sentia a tristeza dessa verdade me correr o rosto pálido e febril em lágrimas que não tinham sentido conhecido pra mim naquele momento. Contudo, a amargura da noite veio e com ela mas uma noite em claro, no escuro de um quarto que não era meu, no frio de uma cama que não era a minha aquele alguém que não era eu.

Um comentário:

Nando disse...

Só não leva a Syrius, alfa de cão maior, pq essa é minha.